Polícia Federal liberta ex e atual governador do Amapá

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A PF (Polícia Federal) libertou na noite deste sábado (17) o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), preso desde o dia 10 deste mês por suspeita de desvio de recursos da União. A ordem foi dada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) por meio de um alvará de soltura, segundo informações da PF.

Segundo informações de policiais, Dias, que é candidato à reeleição, deixou a sede da PF em Brasília (DF) em um veículo, por volta das 23h50, e se hospedou em seguida em um hotel no Setor Hoteleiro Sul da capital do país. O governador alega inocência.

O STJ também decidiu pela libertação do ex-governador Waldez Góes (PDT), candidato ao Senado, e mais duas pessoas. Góes deixou a sede da PF, assim como uma das pessoas libertadas – a outra, de acordo com policiais, continuava nas dependências da PF até a metade da madrugada deste domingo (19).

Todos cumpriam prisão temporária por suspeita de envolvimento no esquema de desvio público e fraudes em licitações, desmantelado pela Operação Mãos Limpas. As ordens de soltura, no entanto, não teriam sido recebidas pela PF até o momento.

O ministro João Otávio Noronha, que acompanha a investigação, decidiu transformar a prisão do secretário de Segurança do Amapá, Aldo Alves Ferreira, e do presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Júlio de Miranda Coelho, em preventiva (por mais 30 dias). Para o magistrado, estes suspeitos podem prejudicar as investigações se forem soltos.

Além disso, o juiz pediu a prisão de outros dois suspeitos Mandou ainda prender outros dois que estavam soltos e determinou mais nove buscas e apreensões de documentos no Estado.

As investigações, que contaram com o auxílio da Receita Federal, Controladoria-Geral da União e do Banco Central, começaram em agosto do ano passado.

Foram apurados indícios de um esquema de desvio de recursos da União, que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundeb e do Fundef.

De acordo com a PF, a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação não respeitava as formalidades legais e beneficiava empresas previamente selecionadas.

Apenas uma empresa de segurança e vigilância privada, segundo a polícia, manteve contrato emergencial por três anos com a secretaria, com fatura mensal superior a R$ 2,5 milhões, e com evidências de que parte do valor retornava, sob forma de propina, aos envolvidos.

O mesmo esquema seria aplicado em outros órgãos públicos. A Polícia Federal identificou desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado do Amapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas Secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.

Fonte: R7

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