Prisões por embriaguez aumentam 125%

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Mesmo com nova Lei Seca, no entanto, mortes no Natal e no réveillon cresceram 11% em relação ao ano passado

Pesou no bolso. Motorista faz teste do bafômetro na capital paulista e é reprovado: multa de R$ 1.915,40 foi aplicada

BRASÍLIA A Polícia Rodoviária Federal prendeu 723 motoristas flagrados dirigindo embriagados nas rodovias federais durante as festas de fim de ano. O número é 125% maior do que o registrado um ano atrás, quando 322 motoristas foram presos na mesma situação. Os números foram apurados pela Polícia Rodoviária Federal entre 21 de dezembro e 2 de janeiro, período que inclui os feriadões de Natal e réveillon.

No mesmo período, houve aumento de 11% no número de mortes causadas por acidentes nas rodovias em relação ao ano anterior. Se no Natal e no réveillon passados 353 pessoas morreram nas estradas, nos feriados recentes o número saltou para 392. A PRF divulgou índice de aumento de 3% de mortes, pois levou em conta o aumento da frota do país em 2012 para fazer seus cálculos.

Embora o total de mortes tenha aumentado, os números de acidentes e de feridos diminuíram. Há um ano, houve 7.946 acidentes com 4.841 feridos. No último Natal e no réveillon, foram 7.040 acidentes com 4.171 feridos. Houve redução de 8,8% nos acidentes e de 8,6% nas ocorrências no feriado.

A conclusão da polícia é de que, embora os acidentes tenham diminuído, eles foram mais graves, especialmente durante o Natal. Apenas sete acidentes resultaram em 36 mortes. Desses, um foi em Pernambuco e contabilizou 11 mortes. Outro foi no Rio de Janeiro, com cinco mortes. E outro em São Paulo, também com cinco mortes.

– No Natal, tivemos mais mortes e menos acidentes, o que significa que os acidentes foram mais graves – disse a diretora-geral da Polícia Rodoviária Federal, Maria Alice Nascimento Souza.

MG registrou mais acidentes

A unidade da Federação com maior número de mortos nas estradas no período de Natal e réveillon foi Minas Gerais, com 56. O estado tem a maior malha de rodovias federais no país. Em seguida estão a Bahia, com 50 mortes, e o Rio, com 32. O Amazonas registrou quatro mortos no período, e Roraima, dois. O Amapá foi a única unidade da Federação sem mortes durante as festas de fim de ano.

No feriado do réveillon, período de 28 de dezembro a 2 de janeiro, a polícia constatou redução de número de acidentes, mortos e feridos nas estradas em comparação a um ano atrás. Foram 2.842 acidentes, com 1.698 feridos e 126 mortes. No ano anterior, foram 3.481 acidentes, com 2.195 feridos e 133 mortes. A redução foi de 8,1% nos acidentes, 6% nos feridos e de 9,4% nas mortes.

– Com relação ao réveillon, tivemos reduções bem expressivas nos índices. Isso porque temos recebido melhorias, mais investimentos em tecnologia e gestão. Trabalhamos mais focados nos pontos mais críticos. A nova Lei Seca também ajudou, porque melhorou a fiscalização, o que ajudou na redução nos índices de acidentes – avaliou Maria Alice.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, as ultrapassagens malsucedidas e o excesso de velocidade foram responsáveis pela metade das mortes no réveillon. Outra constatação é a de que o cansaço dos motoristas também contribuiu para as mortes: 43% dos acidentes fatais ocorreram nas viagens noturnas, entre 20h e 6h da manhã. No feriado do réveillon, foram fiscalizados mais de 131 mil veículos, registradas 36.279 autuações, recolhidas 945 carteiras da habilitação e retidos 1.717 veículos.

Segundo a PRF, a maior fiscalização quanto à embriaguez dos motoristas colaborou com a diminuição dos acidentes. Entre 21 de dezembro e 2 de janeiro, a PRF aplicou 70.855 testes com o bafômetro. No período, 1.716 motoristas embriagados foram retirados das estradas e autuados. Desse total, 723 foram presos em flagrante por crime de trânsito, porque apresentavam taxa de álcool no organismo muito alta. No ano anterior, foram aplicados 25.214 testes de embriaguez, com 740 motoristas multados. Do total, 322 foram presos.

– Essa nova lei corroborou para que pudéssemos fazer uma fiscalização mais eficiente. Possibilitou trazer novos meios de prova para fiscalizar a alcoolemia – afirmou a diretora-geral da PRF. – Hoje, a pessoa pode se recusar a fazer o teste do bafômetro. Mas, se tiver sinais de que está embriagada, assoprando ou não o bafômetro, ela pode ser presa.

A PRF informou que, em 2012, 53% dos motoristas se recusaram a assoprar o bafômetro. No ano anterior, a taxa era de 42%. Embora não tenham divulgado ainda o percentual de recusa durante as operações de fim de ano, o órgão constatou que houve diminuição nesse tipo de comportamento.

Embora a nova Lei Seca admita a possibilidade de novas provas que não sejam o bafômetro para atestar a embriaguez, a polícia informou que o aparelho foi o mais usado por policiais. Entre os estados onde foram realizados mais testes estão o Paraná, com 12.022; Santa Catarina, com 7.513; e o Rio de Janeiro, com 7.103. Os estados com maior número de prisões foram o Paraná, com 123; Santa Catarina, com 64; e Minas Gerais, com 47.

Fonte: O Globo

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