Cardozo pede à PF para analisar atos de violência em SP e no Rio

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Para Alckmin, protesto é baderna; Haddad rejeita diálogo sob pressão

BRASÍLIA e SÃO PAULO

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu ontem à Polícia Federal informações sobre atos de violência ocorridos em São Paulo e no Rio nas manifestações contrárias ao aumento de tarifas do transporte coletivo. Cardozo criticou as manifestações seguidas de atos de vandalismo. O ministro classificou os confrontos como “um absurdo”, mas esclareceu que não houve determinação para abertura de inquérito policial pela PF, uma vez que, até agora, é de competência das policiais estaduais apuração de eventuais ilícitos.

– Já pedimos que a Polícia Federal fizesse uma análise dessa situação, e evidentemente as medidas solicitadas serão tomadas – disse o ministro.

Antes, ele comentou a terceira manifestação na capital paulista, que deixou um rastro de destruição na região da Avenida Paulista e no Centro.

– Vivemos numa democracia. É legítimo que as pessoas expressem suas opiniões, mas nunca com violência, nunca com atos de vandalismo. Num Estado democrático de direito temos que aprender a conviver dentro desse espaço. Não é com vandalismo que vamos conseguir.

A violência também provocou manifestações duras das principais autoridades do estado. Da França, onde estavam ontem em viagem oficial, o governador Geraldo Alckmin classificou o episódio como baderna, e o prefeito Fernando Haddad disse que não dialogará com os manifestantes enquanto houver violência.

– Quero destacar aqui um fato estranho que é um movimento pró-transporte destruir ônibus e estações de metrô. A polícia tem um trabalho importante, e a orientação é acompanhar, garantir a integridade das pessoas e agir com profissionalismo. Agora, há que se responsabilizar a destruição do patrimônio público. A polícia vai responsabilizar e exigir o ressarcimento. Isso extrapola o direito de expressão. É absoluta violência, vandalismo, baderna inaceitável – afirmou Alckmin, que reassume hoje o governo.

A declaração do governador repercutiu rapidamente nas redes sociais e cerca de dez estudantes brasileiros que vivem em Paris organizaram um protesto em frente a um prédio onde Alckmin participava de uma reunião.

Haddad defendeu o direito à liberdade de expressão, mas também condenou o abuso na ação dos manifestantes e disse que não aceita conversar com o movimento enquanto houver atos violentos na cidade.

– Eu disse e repito que não vou dialogar em uma situação de violência. A prefeitura dialoga com todos os segmentos sociais. Mas a renúncia à violência é o pressuposto de diálogo – afirmou o prefeito.

Fonte: O Globo

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