Justiça nega prisão de acusado de vandalismo

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Plantão judiciário alega que não havia provas no inquérito

Fernanda Pontes

A Justiça negou ontem o pedido de prisão temporária do administrador de empresas Gabriel Campos Pessoa de Mello, de 29 anos, por envolvimento na confusão que marcou o início dos confrontos e atos de vandalismo na noite de quinta-feira, em frente ao prédio da Prefeitura do Rio. A detenção foi solicitada pelo delegado adjunto da 5ª DP (Gomes Freire), Antônio Bonfim. Esta é a sexta vez, desde quarta-feira, que o judiciário diz não a um pedido de prisão temporária de acusados de vandalismo.

O administrador foi indiciado por lesão corporal, ameaça, dano ao patrimônio, incitação ao crime e formação de quadrilha. Acompanhado de seis advogados, Gabriel prestou depoimento na delegacia na noite de sábado e alegou à polícia que se envolveu em brigas para se defender.

No inquérito encaminhado ao Ministério Público (MP) e à Justiça, a polícia teria anexado fotos que mostram Gabriel armado com um pedaço de ferro na mão, em luta corporal com outros homens e também afrontando policiais militares a cavalo que faziam a proteção do prédio da prefeitura. O plantão judiciário, no entanto, disse que não constavam no inquérito provas como imagens que dessem garantia de que o acusado teria cometido os crimes citados. O MP deu parecer favorável à decisão.

No sábado, a Justiça já havia negado, sob a alegação de “falta de identificação”, o pedido de prisão temporária de cinco homens que participaram, segundo informações da 5ª DP, de atitudes criminosas durante a manifestação em frente ao prédio da Assembleia Legislativa, na segunda-feira da semana passada, após a passeata que reuniu 100 mil pessoas.

Vândalos identificados

Em Brasília, a Polícia Civil deve interrogar nos próximos dias mais seis suspeitos da tentativa de invasão e depredação do Palácio do Itamaraty nos protestos de quinta-feira passada. Os seis foram identificados e estão sendo intimados a depor. A polícia quer concluir a apuração até quarta-feira, quando devem ocorrer novas manifestações de rua em Brasília. A ideia é fechar o cerco sobre os arruaceiros e, com isso, diminuir os riscos de violência durante as passeatas.

Fonte: O Globo

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