Em posse no STF, Barroso destaca ‘demanda pelo fim da corrupção’

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Ministro defende atos pacíficos e pede atenção de instituições; sobre mensalão, diz que há questões mais importantes

Mariângela GalluccI

Felipe Recondo / brasília

Após ter tomado posse como ministro do Supremo Tribunal Federal, o advogado Luís Roberto Barroso defendeu ontem as manifestações que vêm ocorrendo nas últimas semanas no País e disse que as instituições “têm de ouvir avoz das ruas”.

“Eu acho que as instituições têm o dever de levar em eonta a voz das mas e procurar atender às demandas sociais. Acho que há demanda social por reforma política, há demanda social pelo fim da corrupção e, portanto, as instituições têm que estar atentas a isso e ser capaz de dar respostas adequadas à população”, afirmou o novo ministro do Supremo.

Advogado especializado em direito constitucional, Barroso defendeu nos últimos anos causas de grande repercussão para a sociedade, como aunião estável entre pessoas do mesmo sexo e a possibilidade de gestantes anteciparem partos de fetos com anencefalia.

Nomeado para o STF pela presidente Dilma Rousseff, Barroso disse ontem que “é um bom símbolo” para posse “a juventude e o povo na rua pacificamente, pedindo para o País melhorar”.

“Eu vejo esse movimento social como algo positivo. Naturalmente que seja pacífico, uma energia do bem, uma energia da paz. A violência passa a impressão de que o mal pode mais do que o bem. A violência é sempre ruim. Mas essa manifestação pacífica, energia criativa e construtiva que está vindo das ruas, da sociedade brasileira, certamente fará muito bem a esta população”, afirmou.

Mensalão. Indagado sobre o processo do mensalão, Barroso afirmou que o País tem “inúmeras questões mais importantes”. “Precisamos virar essa página”, disse, repetindo o que já havia dito quando foi sabatina do no Congresso. “Temos uma agenda social, uma agenda politica. Precisamos olhar para frente e avançar”, completou.

Como novo integrante do STF, ele participará do julgamento dos recursos dos 25 condenados por envolvimento com o esquema de compra de votos no Congresso durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Marcada para antes do jogo de futebol entre o Brasil e o Uruguai e das manifestações em Brasília, a posse contou com uma esquema especial de segurança. Entre as autoridades que prestigiaram o novo ministro estavam os presidentes do Senado,. Renan Calheiros (PMDB­-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A presidente Dilma Rousseff não apareceu.

Festa. Uma grande festa em homenagem a Barroso estava programada para a noite de ontem, em um buffet da capital federal. Para o evento, foram distribuídos convites em nome da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Associações dos Procuradores do Novo Estado do Rio de Janeiro (Aperj).

“Acho que as instituições têm o dever de levar em conta a voz das ruas e procurar atender às demandas sociais.

Acho que há demanda social por reforma política, há demanda social pelo fim da corrupção”

Luís Roberto Barroso
MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Fonte: O Estado de São Paulo

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