Colapso atinge agências de espionagem no exterior

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Com 70% dos civis em casa, serviços ficam temporariamente suspensos

A presidente Dilma Rousseff não precisa decretar trégua aos Es­tados Unidos. Com o gover­no federal americano literal­mente fechado por ausência de orçamento de 2014, suas agências de espionagem fo­ram obrigadas a suspender 70% dos funcionários civis.

A página na internet do Es­critório Nacional de Inteli­gência (DNI) estampa desde a manha de ontem o aviso de que está “operando com ativi­dade reduzida”. Os funcioná­rios não estão autorizados atrabalhar dentro ou fora dos prédios enquanto não for apro­vado o orçamento do ano fiscal de 2014, que começou ontem.

A medida afetará parcialmen­te a Agência Nacional de Segu­rança (NSA), cujas atividades nos EUA e no exterior foram re­veladas por seu ex-contratado Edward Snowden. A coleta de informações pela NSA no gabi­nete de Dilma e em grandes em­presas brasileiras, como a Petrobrás, levaram a presidente a sus­pender, como protesto, sua visi­ta de Estado a Washington, mar­cada para o dia 23 deste mês.

Segundo o jornal The Hill, as “operações essenciais” da NSA não serão atingidas pela falta de orçamento. Nesse grupo, po­rém, não está incluído o Brasil.

Por meio de nota, o porta-voz da DNI, Shawn Turner, afirmou que a paralisia do governo vai dificultar a capacidade dos EUA de rastrear ameaças à seguran­ça nacional. Pelo plano elabora­do pelo Pentágono para enfren­tar a suspensão orçamentária, apenas as atividades de inteli­gência política e econômica re­lacionadas com operações mili­tares em andamento ou de contingência seriam preserva­das. “A redução imediata e significante de funcionários trabalhando significa que te­remos de assumir grandes ris­cos e que nossa habilidade de apoiar as exigências emergenciais de inteligências será cerceada”, disse ele.

Ontem o presidente dos EUA, Barack Obama, fez questão de enviar uma men­sagem em vídeo às tropas americanas, na qual culpou o Congresso e esquivou-se de qualquer responsabilidade pela ausência de acordo so­bre o orçamento de 2014. O comandante em chefe das torças americanas, porém, deixou claro que os militares não serão licenciados. Uma medida aprovada pelo pró­prio Obama na madrugada de ontem assegura o paga­mento dos soldos./D.C.M.

Fonte: O Estado de São Paulo

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